sexta-feira, 2 de abril de 2010

A polêmica dos Babybags

Nós da Umbiguinho não fabricamos esse tipo de carregador, e o principal argumento é por ele ser inseguro a vida do bebê.  
Nessas últimas semanas manchetes circularam na mídia onde associavam a Slings as mortes, ocorridas no EUA, causadas na verdade por babybags.
O texto abaixo foi traduzido por uma colega a Marília Mercer, ela utilizou as fontes do http://www.sleepingbaby.net

Esclareça as suas dúvidas e boa leitura.
Nos Estados Unidos circulou algumas notícias sobre mortes decorrentes ao uso de slings.

Na verdade foram mortes que ocorreram no uso dos “baby bags” mais conhecidos aqui no Brasil como “o sling da Claudia Leitte”. Sempre batíamos na tecla de que esse tipo de carregador não poderia ser considerado um sling, já que não permite o ajuste e a segurança que um sling de verdade proporciona. Mas muitos pais levados pela falsa segurança que um produto “hi tech” proporciona, acabam optando por esses “baby bags”.

Traduzi um artigo do site http://www.sleepingbaby.net que fala sobre essas notícias e deixa bem claro o porquê esses carregadores não são seguros. Segue o artigo:

Meu sling é seguro? – ou – Nem todos os carregadores são iguais!
Se você acompanhou os noticiários dos Estados Unidos por esses dias, sem dúvidas você viu muitas histórias sensacionalistas sobre so sling ser perigoso ou até mesmo mortal. Infelizmente existem carregadores de bebês que não são seguros, mas os meios de comunicação raramente são esclarecidos sobre as diferença entre os carregadores, então tudo fica focado em uma categoria “Oh meu Deus! Vai matar meu bebê!”. Bem, nós fabricamos slings desde 2000, e parte da comunidade de babywearing desde 2001, então estão aqui as coisas que aprendi.
O que faz um sling ser seguro?

Qualquer sling deve segurar seu bebê da mesma maneira que você seguraria em seus braços (os carregadores que usamos nas costas são uma exceção, a não ser que você tenha braços realmente flexíveis). Por exemplo, o sling de argola é geralmente usado com o bebê na vertical com a barriga contra o seu peito (posição barriga com barriga), da mesma maneira que você o carrega no colo, ou com o bebê numa posição diagonal ao seu corpo semelhante a que você usa para amamentár ou deitar ele no colo. As mesmas posições são as preferidas nos carregadores, wrap, meitai e pouch. Você sempre deve ser capaz de ver a cabeça e o rostinho do bebê sem ter que abrir o sling para isso, e ele deve sempre ser capaz de respirar livremente e com facilidade, com o pescoço reto e cabeça em posição neutra (não encostando o queixo no peito). Mais uma vez, essas posições embora necessitem de alguma prática , são possíveis em qualquer sling que seja seguro.
O que você não deve fazer é carregar o bebê numa posição horizontal contra o seu quadril ou esmagado embaixo dos seus seios, mas é o que alguns carregadores forçam a fazer. Eles podem ter uma abertura com elástico, uma secção triangular e uma base rígida. As vezes para criar uma falsa seguranças ele vem com cintos para manter o bebê na posição correta. Esses carregadores são conhecidos como “Baby Bags” ou “Sling Bags” e apresentam diversas falhas no seu projeto.
Primeiro, cortaram o acesso visual ao bebê com as laterais elásticas. É impossível ver o rosto do bebê a não ser que você segure as laterais abertas. Por ser assim fechado pode acumular dióxido de carbono no seu interior, reduzindo o consumo de oxigênio do bebê.
Em segundo lugar a base rígida não permite que o tecido molde de acordo com o corpinho do bebê e cria o perigo real do bebê “rolar” para o lado. Isso pode ser perigoso se o bebê rolar para o lado do corpo de quem o carrega, ainda que o carregador tenha uma “malha respirável” cria um risco de sufocamento.

Terceiro, o formato curvo da bolsa força o recém nascido a ficar com o queixo encostado no peito. No recém nascido a via aérea é muito estreita – mais ou menos do diâmetro de um canudo – e se o queixo fica encostado no peito isso pode comprimir a via aérea reduzindo ou até mesmo interrompendo o fluxo de ar. Isso se chama “asfixia posicional” e ocorre em qualquer dispositivo usado com o bebê que empurre a cabeça para frente como bebês conforto, carrinhos, assentos de carro infantis, carrinhos que ficam na posição vertical que não são para recém nascidos e balanços.

Em quarto lugar, o cinto de segurança que vem em alguns desses carregadores cria uma falsa segurança, pois bloqueia o bebê em uma posição desconfortável, instável e leva a pessoa que está carregando a acreditar que o bebê está seguro embora ele não possa ser visto.
Em quinto lugar, a grande maioria desses carregadores afirmam ser de tamanho único e que veste bem em todos, mas eles são muito grandes para uma mulher de tamanho médio vestir, e mesmo quando bem ajustado o bebê fica no nível do quadril enterrado no tecido.
Sexto e menos importante para o bebê, o ajuste limitado e a faixa muitas vezes estreita provoca desconforto para quem usa.
Alguns modelos de “baby bags”:


 Para avaliar a segurança do seu sling tenha isso em mente:
1.Você deve ser capaz de enxergar o rosto do seu bebê e verificar ele com facilidade sem ter que ficar abrindo o tecido.

2.O carregador deve imitar a maneira como você carrega o bebê nos seus braços, se não deve pelo menos manter o bebê numa posição que deixe sua via aéra aberta.
3.Deve ser fácil de conseguir deixar o bebê em uma posição segura sem ter que ficar tirando para ajustar fivelas ou outros dispositivos do tipo.

4.O carregador deve caber bem no seu corpo e manter o bebê alto a apertado contra o seu peito, não em baixo nos seus quadris.

Então, seu sling é seguro? Se ele se encaixa nos critérios acima e você está seguindo as instruções que vieram com ele, ele deve ser. Por mais bem feito que seja o sling ele não será seguro se você não estiver familiarizado para usá-lo com segurança. O mais simples pedaço de pano pode ser o mais seguro se usado corretamente (os carregadores mais elaborados como os “baby bags” são os menos seguros). Infelizmente as grandes empresas que fabricam esses “baby bags” não tem reconhecido o perigo que eles estão criando, apesar de terem sido notificados em 2006 que asfixia posicional e sufocamento foram uma preocupação (veja em: http://babyslingsafety.blogspot.com/ o trabalho de M´liss Stelzer uma enfermeira que realizou alguns testes informais com as principais marcas de “baby bags”). Três mortes foram agora conhecidas por terem ocorrido nesse tipo de carregador, uma família está abrindo um processo. O CPSC vai emitir um aviso, porém ainda não houve um recall o que ao meu ver é deplorável.
Mais informações podem ser encontradas em (todos os sites em inglês):





















Por fim a segurança do seu bebê é sua responsabilidade, mas se você está começando com um carregador inseguro isso obviamente terá impacto no seu sucesso. Se você tiver qualquer dúvida quanto a segurança do seu carregador entre em contato com o fabricante ou com algum grupo de babywearing perto de você. A advertência da CPSC discute o bom posicionamento do bebê no carregador, embora não distigua entre os estilos de slings, é importente notar que é praticamente impossível carregar um recém nascido numa posição segura usando um “baby bag”.
  
O texto é da Jan e foi extraído e traduzido da página: http://www.sleepingbaby.net/safety.php 
Tradução: Marilia Mercer 
NOTA: O CPSC é como o PROCOM dos Estados Unidos (U.S. Consumer Product Safety Commission) 
Até mais!

terça-feira, 30 de março de 2010

Sling Seguro

Saiba como usar o sling, o carregador de bebês, com segurança espalhe por aí

O sling, canguru ou carregador de bebês, deixa o bebê mais próximo da mãe, não sobrecarrega as costas e ainda deixa as mãos livres para outras tarefas. Aprenda a usar o tecido de forma segura e confortável.



O vídeo e o texto acima foi apresentado no programa Hoje em Dia de 30/03/2010



Apesar da matéria bacana sobre os benefícios do uso do sling, a reportagem ficou devendo algumas explicações:
  • Existem outros tipos de Slings, o pouch que é um sling sem ajuste, o de velcro, o wrap, e não somente o de argolas como foi mostrado;
  • As argolas não podem ser simplesmente de qualquer metal, tem que ser de inox, alumínio ou de nylon injetado, como já explicamos no post argolas para slings: um assunto importante para segurança do seu bebê usar argolas inadequadas pode causar acidentes e ou reação alégica por metais tóxicos;
  • Fiquem atentas, pois Canguru não é Sling;
  • Babybag também não é sling, sobre isso falamos no tópico e não há relatos de morte causadas por Slings e sim babybags;










  • No início da matéria a apresentadora fala que o Sling pode ser usado com crianças até 02 anos, quando na verdade o uso do sling vai depender da desenvoltura do bebê e do seu peso, em geral até os 25kg.




quarta-feira, 3 de março de 2010

Workshop Gravidez, Parto e Simbiose - visão e prática reichiana




Clique na imagem para ver a programação completa

O Workshop Gravidez, Parto e Simbiose – visão e prática reichiana é centrado nas experiências psíquicas da fase reprodutiva, seus transtornos e as possíveis soluções para uma gestação, um parto e uma amamentação boas o bastante para vida emocional da dupla mãe/bebê.
Esse trabalho vem sendo feito em algumas capitais brasileiras e foca o universo psíquico nas várias fases de desenvolvimento do ser humano.

Cláudia Rodrigues é Terapeuta Corporal em Bioenergética, Biossíntese, Biodinâmica, formada pelo Centro de Estudos Neo Reichianos (SP). Educadora Somática Existencial formada pelo Centro de Ed. Somática Existencial (SP).

Autora do livro “O Lado Esquerdo da Asa da Borboleta Amarela”, Ed. Céu e Terra, 1997 e em agosto de 2008 na 20º. Bienal Internacional do Livro em São Paulo, foi lançado pela Centauro Editora a Coleção Voz da Criança – Vol 1 - “Bebês de mamães mais que perfeitas”, o primeiro volume de uma coleção de seis – confira no site: ttp://www.centauroeditora.com.br/

Cláudia está desenvolvendo um documentário sobre o parto no Brasil, que se chama Matrioskas.

“Este documentário é sobre mulheres comuns, mulheres especialmente humanizadas que vêem no parto o primeiro contato dos seus filhotes com o mundo e tentam preservá-los dos excessos do tecnicismo que impede a honraria da privacidade, a mesma privacidade que todos os outros mamíferos, com exceção dos humanos, jamais abriram mão”.


Data: 27 de março – sábado (1ª. Turma) e 28 de março – domingo (2ª. Turma)

Horário: das 9 às 18h (com intervalo para almoço)

Local: Clínica Rosácea, Rua Manoel Andrade – Edf. Empresarial Manoel Gomes de Mendonça – salas 608 e 609. (Ao lado do Pituba Ville) - Salvador-Ba.

Organização: VentreMaterno – Rede de Apoio à Gravidez, Parto e Pós-Parto

Apoio: Instituto Humanitas

Vagas: 15 vagas (cada turma)

* R$ 260,00 a partir de 02/03/2010, ou

* R$ 270,00 na véspera do evento, caso ainda tenha vaga, ou

* Parcelado em 2 x de R$ 130,00 - 1ª. Parcela: na inscrição até 26/02/2010

2ª. Parcela: até o 26/03/2010

Valor: * R$ 240,00 à vista até o dia 01/03/2010, ou

Público a quem se destina:

* Mulheres com questões de infertilidade;
* Grávidas nos 1º., 2º., e 3º. trimestres da gravidez e casais grávidos;
* Mulheres que fizeram cesáreas e tem críticas a essa intervenção;
* Ginecologistas, obstetras, enfermeiras, parteiras, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas,
* Outros profissionais que trabalham com a gestação, parto, pós-parto humanizados e

Amamentação;

* Profissionais que trabalham com abordagem corporal: reichianos, neo-reichianos, bioenegética, biossíntese e outros;

* Mulheres que gostariam de ressignificar a(s) sua(s) gestação(ões);

* Pessoas interessados pela gestação, parto e nascimento;

Mais Informações:
* Ana Boulhosa 71-3491-3831 / 71-9973-4770 / anaboulhosa@ventrematerno.com.br

* Anne Sobotta 71-8231-4135 / yogagravidez@gmail.com